terça-feira, 18 de outubro de 2011

Devocionário
Dia 1 – Criação … das cores da vida
Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer!” [ Isaías 40:26]

Por Leonara Almeida

Quando era criança costumava brincar de “massinha”. As massas de modelar me fascinavam, porque eu podia fazer com elas o que quisesse, também tinha mania de colocar cores em objetos ou animais que não condiziam com a realidade (ex. um macaco verde, ou um elefante rosa). Durante a brincadeira, acabava misturando tudo, e aquela “amálgama cinza” me deixava meio triste, pois não queria acabar num cinza, ainda que isso fosse fruto de minha própria mistura inusitada de cores diferentes.

Hoje, posso olhar com fascínio a beleza de todas as cores da criação, inclusive o cinza. Apesar disso, talvez não seja bom misturar até virar uma cor, isso porque restringe as possibilidades e o “ser diferente” é que torna cada uma das cores única e bela.

Creio no Supremo Criador de todas as coisas, que fez cada ser único, até dentro da mesma espécie, seja eles: os seres humanos, os animais e até as estrelas, as quais chama cada uma pelo nome (Isaías 40:26). Assim, podemos perceber o valor instrínseco que cada “ser” carrega simplesmente por existir. Esquecemos disso tantas vezes, e quando esquecemos do valor de cada cor, misturamos toda a “massinha”, e perdemos... perdemos de poder voltar a criar novas brincadeiras, perdemos de ter novos olhares, inventar novas cenas, prestigiar as cores.

Alguns podem até dizer que isso é uma questão de gosto, e afinal para muitos “gosto não se discute”. Mas ficariam impressionados com a capacidade que todos temos de gostar de tantas coisas tão diferentes, isso só quando fazemos este exercício diário de ir contra esta tendência de “misturar para tornar um cor só”; O que me faz tentar agir assim é que quando lembro que o Criador vê tudo com tanto amor e cuidado, valorizando cada criatura, ai então, eu entendo que ele criou tudo para nós, para todos sermos felizes contemplando o próximo, seja ela qualquer criatura de suas mãos....ai então, eu “revejo meus olhares”.

Ampliei meus gostos em diversas coisas: cores, comidas, sabores, músicas, animais (eita até achar um certo chames nos sapos e baratas...rs) e até [e por que não] pessoas diferentes, com vários tipos estilos e gostos, os quais não os julgo mais. Afinal, só quem criou é que pode ter a capacidade de julgamento. Já pensou uma onça dizendo a um jacaré: “hei sua cor está errada, todos animais deviam ser pintados como eu, você é verde e tem a cor das plantas, está errado e é feio”... essa conversa seria meio ridícula né...pois é, mas fazemos isso também, quando dizemos: “ hei porque voce se veste assim? Por que ouve essa musica horrorosa? Por que não anda com “gente normal”? Porque não aprende na mesma velocidade?”... tentamos mudar o outro pra ser parecido conosco.

Quem somos nós para julgar, já pensou nisso?:criatura julgando criatura... isso não tá certo... (Mateus 7:1-5)

Quando se deparar com o diferente, tente conhecer antes de achar feio, burro, REconheça antes de julgar e desviar o olhar. Podemos até não entender em muitas ocasiões, porém mesmo não entendendo plenamente e por vezes até mantendo o nosso antigo “gosto”, não há mais razão para julgar o diferente, apenas por ser diferente ou “fora de padrão”. Há razões/situações/histórias de vida que você pode desconhecer (por. Ex. um apressado pode passar por mal educado, alguém com dores por mal humorado). Também ter gostos específicos, não pressupõe desprestigiar o outro. (né pagodeiros e rockeiros? rs...)

Oração:
Senhor, me perdoe por ser arrogante pressupondo ter conhecimento pleno a ponto de me colocar em posição de juiz do meu próximo. Ajuda-me a olhar com olhos de amor, assim como Yeshua, para todas as criaturas.”

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